Novidade!!!

Eu estava na dúvida se deveria ou não escrever esse post, se o espaço seria devidamente apropriado… Mas resolvi mandar bala e explico o porquê.

Quando vejo onde estou agora, inevitável olhar para trás e visualizar o caminho que fui desenhando para a minha vida. Tudo começou quando eu tive os meus filhos, é claro, mas daí veio a idéia do blog, um outro ponto de partida importante.

Ele surgiu como forma de registro da infância das crianças, mas aos poucos foi me mostrando uma função talvez até mais importante: me aproximar de outras mães para trocar informações e acolhimento nas dificuldades.

Eu fui a primeira de todas as minhas turmas a me tornar mãe e com o avalanche da maternidade, me sentia extremamente sozinha para praticamente todos os assuntos. O blog preencheu esse vazio de maneira inacreditável por muitos anos. Me fez entender que as minhas dúvidas e angústias não eram apenas minhas, mas de todas as outras mães. A rede de apoio que se formou a partir da blogosfera materna é grande e poderosa, gente! Mães e filhos são obviamente diferentes e únicos, mas, ao mesmo tempo, são tão iguais, que só mudam de endereço mesmo.

Conheci gente e trabalhei bastante através do blog, coisas que jamais imaginaria que pudessem acontecer. Porém, depois de certo tempo, comecei a questionar a função do blog no momento em que os meus filhos estavam mais crescidinhos e pouco à vontade para a exposição. Isso foi definitivo.

A maternidade nunca saiu do meu radar, mesmo eu estando fora do blog. Estive sempre atualizada nos assunto gerais, nas polêmicas, nas novidades, em sites, produtos novos e etc. Daí vieram os grupos maternos no Facebook, o Instagram, o YouTube, o Whatsapp, o Snapchat, ou seja: diversas novas formas de apresentar material referente à maternidade e muito mais coisa para aprender e apreender. E eu lá, quietinha, na minha, mas firme e forte sempre acompanhando o assunto que é do meu maior interesse.

E as crianças crescendo… Vejam vocês que a Manu já tem 9 anos, muito mocinha e companheira! O Joaquim e Pedro fizeram 8 anos no mês passado e são uns moleques incríveis que ouvem heavy metal com uns fones enormes na cabeça.

E eu, gente? Entendi que havia chegado a minha vez. De reciclar e retomar a minha vida profissional. Eu amo a profissão que eu escolhi, ser Psicóloga é um verdadeiro orgulho e cheguei a pensar em voltar a trabalhar nessa área e com crianças. Eu também amo as crianças, é claro, mas descobri pelo caminho que fiz que amo mais ainda as mães. Como disse, elas são todas iguais e todas diferentes, nas angústias, alegrias e nas ajudas que precisam. Quando falo em ajuda, não estou me referindo a alguém para ficar com o bebê para que ela possa tomar um banho. Lembram que eu falei que a maternidade vem como uma avalanche? É para isso que as mães precisam de ajuda!

A maternidade acaba com toda a sua rotina, disciplina e organização. Atrapalha o seu sono e as suas refeições. Faz com que você se veja obrigada a reestruturar casamento e vida profissional. Muda completamente o seu corpo. A sua casa. As suas prioridades. Mas te traz um amor louco e inexplicável, pelo qual você move montanhas. E assim você vai movendo montanhas por 1, 2, 3 ou mais filhos, mas mal consegue empurrar um morrinho por você mesmo, afinal tem um serzinho que exige e precisa muito mais do que você, certo? Meio certo, apenas. Acredito fortemente que uma mãe para desempenhar suficientemente bem todas as suas funções, precisa estar bem, satisfeita e equilibrada. Ou vocês querem que eu descreva o dia de uma mãe que dormiu pouco, acordou irritada, nervosa e mal-humorada?

Por tudo isso, estou escrevendo para contar que resolvi agregar à minha formação em Psicologia uma formação em Coaching e estou atuando como Life Coach.

O Life Coach pode desenvolver trabalhos relacionados à carreira (retomada, mudança de carreira ou cargo), aos relacionamentos em geral e à qualidade de vida (disposição e emagrecimento), aspectos que são altamente impactados pela maternidade.

O Coaching é um trabalho focado em uma meta a ser atingida em alguma dessas áreas, sempre de olho nas soluções para os problemas e com a finalidade de viver uma vida mais plena. Trata-se de uma maneira de ativar os nossos recursos, visando o aumento da performance e a busca do auto conhecimento em vista do que nos impede de agir e de obter resultados positivos. Coaching é empoderamento pessoal a partir do princípio básico de foco -> ação -> resultado -> melhoria contínua.

O trabalho é realizado a partir de sessões semanais com uma hora de duração. São necessárias em torno de 12 sessões para concluir o trabalho, mais ou menos 3 meses.

Estou extremamente feliz e apaixonada por essa nova carreira! Realizar um trabalho que de fato ajuda as mulheres a ter uma experiência melhor consigo mesma, com o parceiro, com o trabalho e com os filhos é de uma realização sem tamanho!

Fiquem à vontade para tirar dúvidas por aqui ou por email: camiladuartegarcia@gmail.com

 

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A verdade sobre o Papai Noel

(Obs: esse post contém spoilers.)

*****

Foi em uma manhã do comecinho de dezembro do ano passado – aquela época em que começamos a chantagear falar com as crianças sobre a vinda do Papai Noel com o seu saco de presentes – em que a Manu me confrontou antes mesmo da minha tão necessária xícara de café. Tava eu de pijama em pé na cozinha e a garota me pergunta, sem preparo algum:

- Mamãe, fala a verdade, por favor, o Papai Noel existe?

Como psicóloga e mãe despreparada que sou, devolvi a pergunta, mas não adiantou nada:

- Por favor, Mamãe, me fala a verdade!

Nesse momento, percebi as lágrimas quase escorrendo do rostinho da minha filha. Desisti do café, peguei-a pela mão e fomos conversar no meu quarto.

Novamente, mas agora chorando:

- Mamãe, as minhas amigas disseram que o Papai Noel não existe! Nem o Coelho da Páscoa e nem a Fada do Dente. Elas disseram que quem faz tudo é o pai e a mãe. É você mesmo?

Não dava mais para enrolar, né?!

- Sim, Filha, sou eu.

Fui surpreendida por um abraço longo, apertado e um “obrigada por me contar a verdade” aliviado e ainda entre lágrimas. E, como não poderia deixar de ser, ainda prometeu não contar a verdade aos irmãos: “eu sei o quanto isso é importante para eles…”.

*****

Essa história toda vai muito além de deixar de acreditar em Papai Noel.  Me dá uma tristezinha notar que as fantasias e a imaginação vão aos poucos perdendo espaço na cabecinha da minha Manu. A inocência da infância vai acabando e dando espaço a um pensamento mais complexo e racional.

A parte boa de ver os filhos crescerem tanto e tão rápido é perceber a relação que acabamos estabelecemdo com eles. Confiança e cumplicidade são conquistas que devemos comemorar, seja lá na relação que for. E não há nada mais gratificante do que ver essas sementinhas brotarem. A gente plantou lááá atrás, regou todos os dias, de maneira incansável e aí estão os frutos. Pode ser que a fantasia e a imaginação acabem, ou precisem de um esforço a mais na vida adulta, mas as pessoinhas bacanas que colocamos no mundo permanecem.

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Masterchefs

A gente anda numa onda masterchef desde antes dos programas de culinária se multiplicarem e caírem no gosto geral das pessoas. Na verdade, foi por total necessidade da nossa família numerosa, uma vez que eu sou aquela mãe que erra o gelo, mesmo seguindo receita e tutorial no YouTube. Resultado: Maridinho foi parar na cozinha.

Isso já faz uns 4 anos, ele vem se aperfeiçoando a cada dia e nós só temos a agradecer! Cozinhar virou programa da família, as crianças amam entrar na cozinha com o pai para ajudar, é uma graça o tanto que participam, se envolvem e se interessam. Eles vivem palpitando nos nossos cardápios semanais e do fim de semana, a coleção de livros de receitas lá de casa só aumenta e volta e meia você pega um deles lendo um dos exemplares, fofo!!!  Tem criança  que pergunta  para os pais qual a programação do fim de semana, já os meus filhos querem saber o que vão cozinhar no sábado e no domingo!

Então, os programas de tv de culinária, mais especificamente os reality shows, vieram para coroar essa fase gastronômica da nossa família. Assistimos juntos, debatemos receitas, apresentação dos pratos, defendemos os nossos participantes e jurados preferidos, é muito legal mesmo! E eu vim aqui contar e recomendar isso tudo porque foi extremamente rico em termos de programa e convivência da família, assim como pelos novos sabores e experiências culinárias que as crianças têm vivido. Se já comiam bem, agora comem melhor ainda! Comem também com os olhos, com mais sabor, mais temperos, mais interesse e entusiasmo! Ou seja, uma total ampliação do paladar.

Para ilustrar isso tudo, vou mostrar a brincadeira de hoje, de férias na fazenda.

Foi uma prova do Masterchef, em que os participantes teriam que elaborar a melhor e mais bonita salada que fossem capazes. As compras foram feitas na horta, tudo fresquinho e sem agrotóxicos!

Cada participante com a sua cesta de compras

Cada participante com a sua cesta de compras

Mãos à obra!

Dando início à preparação dos pratos!

Dando início à preparação dos pratos!

Foi tão bacana, eles se empenharam tanto que eu, como jurada, não tive coragem de eliminar ninguém, haha! (Já viu alguma mãe que tira o filho da brincadeira??). Vamos aos resultados:

Parabéns pelas saladas, participantes! Vocês arrasaram!

Parabéns pelas saladas, participantes! Vocês arrasaram!

Atenção! Recomendamos fazer isso em casa!

Divirtam-se em bom apetite!

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Blogueira v. 2015

Eu não sei bem os motivos de escrever este post depois de praticamente 2 anos inativa. Quer dizer, eu sei, sim: saudades! É válido, não?!

Mas, e aí, gente, tudo bem? Muita cara de pau aparecer assim, do nada?

Peraí que eu posso me explicar.

Vivi intensamente a blogosfera materna por quase 3 anos e meio. Escrevi aos montes, comentei idem, polemizei, fiz amigas, acompanhei gestações, nascimentos e desfraldes. Daí, parecia que, no momento em que eu estava para ser sugada definitivamente para dentro da internet, ao ponto de perder marido e filhos, havia também um movimento grande e forte nos blogs e nas redes sociais, algo como Instagram e grupos do Facebook. Some isso ao fato de os meus filhos estarem mais crescidinhos, desfraldados, papinhas free e foi então que eu senti perder o meu espaço ou a minha razão de ser na internet, mais especificamente, em um blog de maternidade.

A vida lá fora é muito boa também, obviamente, diferente do que encontramos na blogosfera materna. Lá fora, desculpem, as pessoas são mais reais. Elas têm menos filtros, polemizam e discutem comendo um cupcake com refrigerante enquanto os filhos correm no restaurante. Nao há ofensas, brigas ou ofensas por opiniões divergentes. No mundo real, as pessoas são menos especialistas nos assuntos que cercam a maternidade. Elas mandam bolacha recheada e suco de caixinha para o lanche da escola sem sentir um pingo de culpa. Ah! E fazem miojo para o jantar pelo menos uma vez por semana. COM POZINHO!!! E, no mundo real, as crianças jogam Minecraft no tablet, assistem Carrossel, Chiquititas e, se bobear, até a novela das nove.

Porém, lá no mundo real, não há discussões profundas e super embasadas a respeito dos partos normal, domiciliar e da cesárea. Aliás, há alguém que saiba tanto sobre amamentação quanto as blogueiras maternas? Que tenha  os roteiros de programação infantil para todas as cidades do Brasil (e do mundo?!) a um clique de distância? Que tenha os roteiros mais incríveis de viagens com crianças também a um clique? É inegável que a blogosfera materna propicia uma rede de amizade e solidariedade como nunca havia visto antes. Sou testemunha por ter vivido isso na pele ou por ter acompanhado amigas e até desconhecidos, seja pedindo indicação de diarista ou doador de medula. Não há igual.

*****

Outro dia, a Manu, 8 anos recém completados, me viu tomando um remédio e me perguntou se eu estava doente. Respondi que não.

- Mamãe, eu não entendo porque os adultos vivem tomando remédios se não estão doentes.

Quando eu era criança e me queixava de dor de cabeça, a minha mãe falava para eu ficar quietinha no escuro ou colocar os pés numa bacia de água quente.

*****

Na minha opinião de vida prática, ser a louca das vitaminas é tão ineficiente quanto a homeopatia roots. Não tomamos remédios se estamos saudáveis, mas um analgésico para dor de cabeça vai muito bem, obrigada.

*****

E é assim que eu vou me permitir transitar entre a vida real lá fora e a blogosfera materna. Um pé lá e outro cá, tentando enriquecer esses dois universos incríveis com o que ambos têm de  bom, temperar um com uma pitada do outro.

Estou cheia de coisas para contar, compartilhar e me sentindo mais tagarela do que nunca! Aposto que vocês também estão cheias de novidades. Muitas grávidas? Recém-paridas? Hein? Hein? Contem tudo!

Ah! Comecei essa brincadeira com um perfil do blog no Instagram, afinal quem chega do mundo real e dá só uma olhadinha, já entende que blogueira que é blogueira, tem o blog no insta, procede? Portanto, pessoal, prestigiem lá: @mamaetaocupada. Acho legal que o insta é rapidinho, né?! Dá para trocar ideia e pedir socorro de imediato e as viagens reflexivas ficam por aqui, combinado?

Vamos matando as saudades aos pouquinhos! Um beijo enorme em cada um de vocês!

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O guarda-roupa que não é de Nárnia

Caras leitoras,

vocês devem estar aqui hoje em uma espécie de comemoração do fim das férias escolares. Que momento sublime da maternidade! Quando os intermináveis 30 dias de férias acabam e você consegue se atualizar nas notícias, blogs e redes sociais. Ter algumas horinhas de sossego e silêncio é mais do que revitalizante, é uma questão de sanidade, concordam? Fazer as coisas sem interrupções e solicitações sem fim ajudam até na nossa capacidade de raciocinar, de finalizar as tarefas. Os filhos que me perdoem, mas a volta às aulas é fundamental.
Apesar da introdução dramática, juro que não tenho mais medo das férias escolares. Ju-ro. Não preciso mais correr atrás de criança o tempo todo, ao contrário, eles correm de mim e eu até descanso!
Mas, vejam só, como nenhuma mãe veio ao mundo a passeio e descanso não combina com maternidade, as minhas férias tiveram um, ops, dois toques a mais: (1) VAZAMENTO e (2) OBRA.
Eu cheguei a considerar que um vazamento na cozinha até poderia ser divertido: já pensou café da manhã, almoço e jantar fora? Caro, mas delicioso. Ou até um vazamento na lavanderia: mandar roupa para lavar fora todos os dias. Novamente caro, mas não ouvir barulho de máquina seria também delicioso.
Mas, não, nada disso. O vazamento foi dentro do armário dos meninos, passando pelo banheiro deles, pelo quarto da Manu e pelo banheiro dela. Estragou o piso dos quartos, precisei arrancar tudo e ficar só no contra piso, banheiros e quartos com paredes quebradas, gente entrando e saindo de casa o dia inteiro para trabalhar, barulho, pó, bagunça, sujeira, todas as coisas e móveis dos quartos e banheiros empilhados e amontoados na sala! Imaginem que a minha mesa de jantar virou guarda-roupa das crianças! Ah! E, lógico, 3 crianças de férias entediadas em casa.
Estamos assim há 3 semanas e meia.
Eu preciso de férias escolares!
Só para mim?
Posso?
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Dá para mudar o foco??

Eu levanto todos os dias de manhã e vou ao banheiro para começar o dia com um mínimo de dignidade. Fazer xixi, escovar os dentes e lavar o rosto, certo? Então, reparo na bancada da minha pia e vejo que está tudo arrumadinho, bem bonitinho até, em cestinhas e copinhos , mas quero mudar e rearrumar tudo. Ah, e lógico fazer um post sobre o assunto. Daí, corro para procurar alguma coisa para botar nos pés, uma pantufa ou uma daquelas meias-sapatinha com elástico. Inevitável dar uma olhada nas minhas bijuzinhas que ficam por ali e acho tudo sem graça, bagunçado e impossível de visualizar. Também me dá vontade de arrumar de uma maneira mais charmosinha e escrever sobre isso. Com todas as estantes da minha casa, a mesma coisa. Com os brinquedos das crianças, idem. Com os armários da cozinha, idem idem. Tudo bem que eu tenho mania de arrumação, mas dou uma olhada rápida nas notícias e polêmicas do momento e quero escrever sobre essas coisas também. Sobre o Ades de maçã, a PEC das empregadas domésticas, a final do Big Brother, o Mulheres Ricas , a Dani Calabresa do CQC, o Feliciano, o Papa Francisco e, vejam que loucura, sobre quem será o pai da filha da tal modelete.

Então, eu penso em mudar o foco desse blog. Penso num nome que possa abranger todos os assuntos, afinal eu nem pareço mais tão ocupada assim, tô com tempo de sobra para viajar filosofar sobre esse monte de coisa aí.

O tempo, na verdade, voa e quando me dou conta, já é hora de preparar as lancheiras e mochilas para mais um dia de escola das crianças. Precisamos almoçar e nos arrumar para sair, sempre atrasados e com os minutos contados.

A lancheira pode virar uma guerra, já que as crianças querem saber porque não podem levar banana split (!!!) de lanche, ou mesmo um potinho de gelatina: “é só colocar uma tampa que não vai vazar e pingar, Mamãe!!!”.

As mochilas transbordam de tanto papel, bilhetes e desenhos que eles insistem em guardar. Além disso, perguntam diariamente “hoje é o Dia do Brinquedo?” e é comum tentarem enfiar algum brinquedinho mínimo sem que eu perceba.

Na hora do almoço, a coisa vai bem, eles comem sem problemas e sozinhos. Mas cada um quer um suco diferente, uma sobremesa diferente, brigam para ver quem vai sentar do lado de quem, fazem “competição” de quem termina primeiro, de quem comeu mais e, é lógico, insistem na tal da banana split.

Eu saio para levá-los à escola e a briga começa no hall do meu andar. Mais briga: quem aperta o botão de chamar o elevador, quem aperta o botão da garagem, quem abre a porta, quem sai primeiro, quem senta no banco do meio do carro e, a disputa final: qual música vai tocar a caminho da escola. A preferida da Manu (Gangnam Style, do Psy ou Moves Like Jagger, do Maroon 5), a do Joaquim (We are Young, do Fun com Janelle Monáe) ou a do Pedro (Your Song, do Billy Paul).

Deixo os 3 na escola e me sinto mais leve, tamanha a exaustão e o estresse desses momentos todos. Volto a pensar no meu blog e no foco que quero dar a ele. Mudar? Impossível! Isso é para os fracos! Deixo os assuntos variados para a timeline das minhas redes sociais, sou team maternidade da cabeça aos pés e muito ocupada, sim senhor!

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UM FILTRO A MAIS

Já faz tempo que eu criei, no meu computador, uma pasta chamada “rascunhos mamãe tá ocupada!!!”. Outro dia, fui olhar o que estava ainda no formato rascunho e me dei conta que são muitos, mas muitos posts inacabados. Estranho isso, já que eu sempre publiquei tanto e continuo escrevendo quase que diariamente. Só que eu não consigo terminar os meus textos e publicá-los. Então, munida de coragem e disposição, resolvi eliminar os rascunhos e finalizar todos os textos para agitar o blog.

Missão impossível, gente!

No entanto, entendi uma série de coisas a respeito dessa “lentidão bloguística”.

A minha verdade-verdadeira é que a maternidade atingiu um nível em que não é mais possível compartilhar, contar, narrar, relatar e perguntar tudo o que se quer.

Outro dia, eu estava no maior papo com um grupo da minha família no whatsapp e a Manu estava do meu lado, lendo e acompanhando as mensagens. Daí, ela me fez uma pergunta sobre o assunto em questão e eu lancei a pergunta dela para a minha família. No instante em que leu a mensagem enviada, Manuela se manifestou bravamente:

- Ei, Mamãe, não era para falar isso pra eles!

Ei * Mamãe * não * era * para * falar * isso * pra * eles *.

Essas palavras não saem da minha cabeça, assim como na minha cabeça de adulto, não era nada de mais, era apenas uma pergunta fofa e engraçadinha da minha filha. Foi aí que me dei conta dos meus 556 posts publicados: quanto de tudo aquilo poderia despertar a braveza dos meus filhos? Fazê-los com que se sentissem expostos para um bando de desconhecidos?

Se antes eles eram bebezinhos e faziam um monte de gracinhas fofas de contar para o mundo, agora são pessoinhas, que atingiram uma nova fase de vida, com outras questões. Não digo problemas, mas aspectos mais profundos e mais reflexivos. É isso o que a maternidade adquiriu: profundidade e reflexão. É lógico que esses aspectos sempre existiram, mas muito mais em relação a mim como mãe. Mas hoje também enxergo neles essas características.

Manuela é a grande inauguradora de fases, mas puxa junto os seus irmãos gêmeos mais novos e isso me dá a maior trabalheira. Trocar fralda e administrar a rotina de 3 bebês sempre foi exaustivo e trabalhoso, mas fazer esse gerenciamento de recursos mini-humanos também me consome. Desculpem se o tom é negativo, o sentido dessa nova fase da maternidade não é esse, trata-se apenas do reconhecimento de que os bebês desapareceram, eu tenho “pessoas de verdade” em casa. São seres humanos incríveis, bacanas até o último fio de cabelo, mas sinto que precisam de uma certa preservação. Ou seja, não me sinto à vontade para expor as “grandes questões” do momento. Só isso. Não é o fim do blog, apenas um blog com filtro a mais, porque “Ei, Mamãe, não era para falar isso pra eles” me doeu profundamente.

(E como todas as fases da maternidade, me avisaram que esse dia chegaria. E como todas as fases da maternidade, eu nunca imaginei que chegaria tão cedo.)

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A campanha para um cachorro, ou a hashtag #manuelajoaquimepedromerecemganharumcachorronessapascoa

Eu me lembro de ter afirmado categoricamente (e muito mais de uma vez!!) que seria mais fácil eu ter outro filho do que ter algum bicho de estimação em casa, gato ou cachorro. Também me lembro, aos 6 anos de idade, do dia em que os meus pais se separaram.

Pouco tempo depois do meu pai ter saído de casa, vejam só: ele nos compensou presenteou com um cachorro. Era um cocker spaniel pretinho, coisa mais linda do mundo. Tinha as orelhas compridas, maiores do que tudo e que precisavam ser amarradas na hora de comer, senão ficavam imundas de comida! A coisa mais linda do mundo foi batizada com o nome que seria o meu, caso eu nascesse menino: Bernardo (desculpaí, Bernardos não caninos…).

É lógico que a minha mãe estava de acordo com o presente dado pelo meu pai, afinal imagino que ambos quisessem nos compensar presentear. Mas o presente durou pouco, acho que uns 3 meses, e logo foi doado por motivo de bagunça, sujeira, barulho e todas as outras coisas que só um cocker bebê é capaz de causar.

Continuando no modo compensação, saiu Bernardo e entrou um cachorro de pelúcia para cada uma das filhas. Fofo, é claro, mas, né?! Sobre a pelúcia, tá guardada no fundo de algum maleiro aqui de casa, sobre o Bernardo, nunca soube.

Passado esse trauma momento da minha vida, tive mais 2 cachorros durante a minha adolescência. Um, pequeno e peludo, na casa da minha mãe. Outro, grandão e de pelo curto, na casa do meu pai. Confesso que nunca consegui me afeiçoar a eles como era o esperado. Ou como era com o Bernardo.

*****

Outro dia, em uma sexta-feira à tarde, fiz uma pausa para um cafezinho e engatei numa conversa com a fofa e querida que trabalha aqui em casa. Não sei como a conversa rolou, até que ela me disse:

- Dona Camila, a senhora precisa dar um cachorro para as crianças!

A minha cara de espanto não a impediu de continuar defendendo a tal sugestão: falou sobre como cuidar, limpar, passear, educar o bichinho, se ofereceu para ajudar com absolutamente tudo, inclusive para ficar com o cachorro caso eu precise sair ou queira viajar. Rolou café, lanchinho, sobremesa e a conversa mais improvável da minha vida terminou com a idéia fixa de dar um cachorrinho para as crianças. Como estávamos indo viajar naquela noite, pensei em aproveitar as 2 horas de viagem para convencer o Maridinho.

Obs: a conversa foi absolutamente imparcial, ou vocês acham importante considerar o fato da fofa e querida estar grávida e inundada de hormônios gravídicos enlouquecedores? Ou seria uma crise de abstinência, já que eu, orgulhosamente, havia parado de tomar Coca-Cola há poucos dias?

Enfim, entrei no carro, esperei as crianças capotarem e comuniquei:

- A gente precisa ter uma conversa séria.

Maridinho deve ter tremido da cabeça aos pés, já que as minhas conversas sérias costumam ser piores do que as minhas TPMs.

- Fala, Camila.

(Ele não é fofo??)

Fui direto ao ponto:

- Acho que a gente devia dar um cachorrinho para as crianças…

A resposta veio através de uma longa e alta gargalhada, para em seguida confirmar:

- NÃO!

Maridinho elaborou uma lista com mais de uma dúzia de motivos para NÃO darmos um cachorrinho para as crianças. Mas esboçou um sorrisinho de canto de boca quando eu contei que havia imaginado a cena das crianças ganhando o cachorrinho (que até nome já tem!). Imaginei que o Coelho da Páscoa não traria ovo de chocolate esse ano, mas deixaria uma cestinha com um cachorrinho. Não seria lindo? Cer-te-za de que o Maridinho também curtiu a idéia.

*****

Então, o negócio é o seguinte: eu não tenho lá grande repertório “cachorrístico” para convencer o cara  e acho que a união faz a força. Vocês me ajudam? Deixem aí nos comentários dicas e sugestões de raças de cachorro para ter em um apartamento com 3 crianças e carpete claro (ui!). Novamente, reforcem aquela parte toda do cuidar, educar, limpar, não deixar destruir, morder sapatos e comer os pés das cadeiras da sala de jantar. Podem sugerir adoção também, curto bastante essa idéia! Só não sugiram comprar o cachorro escondido e levar para casa, apostando que isso vai amolecer o coração do meu Marido, não funciona e dá divórcio! Menos ainda mandar cachorro de presente, hein?! Ah, e é lógico, quem tiver exemplos da coisa linda que é a relação entre as crianças e seus bichinhos de estimação, me contem e me façam chorar!

(Ou, fiquem à vontade para dizer que eu realmente estou louca e sofrendo de abstinência de Coca-Cola.)

Grata, gratíssima!!!

Quem merece ganhar um cachorro levanta a mão!!!

Quem merece ganhar um cachorro levanta a mão!!!

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AS MUDANÇAS POSSÍVEIS

Vejam vocês que hoje é o aniversário de 3 anos deste blog que vos fala e eu só fui me dar conta da data ontem à tarde. Não tem bolo, não tem sorteio, não tem concurso, mas tem história para contar.

Querem ouvir?

Do último ano pra cá, sinto uma super mudança no meu perfil de blogueira e nos meus interesses, coisas que estão diretamente relacionadas ao perfil da minha maternidade. Quer dizer, as crianças cresceram, as dúvidas e as dificuldades mudam. Não fica mais fácil, mas parece mais leve e maduro. Já não procuro dicas de desfralde noturno Google afora, nem de como tirar a chupeta, mas perguntei para Deus e o mundo quanto de dinheiro a Fadinha do Dente traz para uma criança.

Sendo assim, passei a dedicar certo tempo para o fútil maravilhoso mundo dos blogs de moda e beleza. Não, eu nunca vou me equilibrar em saltos altíssimos, mas já dá tempo de fazer uma hidratação e caprichar na maquiagem. Ou mesmo abandonar as calças de plush e abusar dos vestidinhos sem a preocupação do abaixa-e-levanta que as crianças pequenas exigem de suas mães e muito menos correr o risco do seu próprio filho levantar a sua saia e garantir um mico eternizado naquela festinha.

Enfim, da moda e beleza, para a saúde e o bem-estar, foi um pulo! Aí é que está a mudança e a minha maior comemoração.

Eu passava boas horas sentada no clube acompanhando de perto as atividades dos meus filhos. Tudo fofo, lindo, registrado e narrado com riqueza de detalhes para a família toda. No entanto, percebi que ninguém precisa passar a manhã achatando a bunda (desculpem o meu francês) nos bancos de uma arquibancada dura. Ué, porque não aproveitar esse tempo para me mexer e me exercitar? É o que eu tenho feito, cheia de ânimo, energia e na companhia de outras mães do clube que também ficavam sentadas e batendo papo. Bater papo é muito bom, gente, adoro, mas queimar calorias tem um sabor inenarrável!

Então, incluí a corrida e as aulas de dança (Zumba, Brasil!!) na minha rotina. Além disso, achei que precisava eliminar os maus hábitos da minha vida: cortei de uma vez por todas o refrigerante. Quem me conhece, sabe o que isso significa. Afinal, como faz para tomar café da manhã sem Coca-Cola? (Vejam o nível…). Mas cortei pela raiz. Se eu sinto falta? Muita! Todos os dias! Mas o sucesso pela conquista de um objetivo também produz um efeito incrível de força de vontade, dedicação e orgulho próprio.

Daí, parti para o check up e as coisas não se mostraram tão bonitas assim: colesterol alto e uma suspeita de intolerância à lactose. Pensem vocês na dieta e sejam solidárias à tristeza que é essa restrição alimentar…

Nada disso me abalou, ao contrário, me fez correr atrás do que falta e do meu atual e maior objetivo de vida: a saúde. Para mim e para a minha família. Eu quero e preciso estar bem para cuidar deles, a gente planta uma sementinha hoje e colhe amanhã, não é assim que dizem?

A vida mudou, a família toda acompanhou e aprovou as mudanças. É divertido experimentar sucos naturais diferentes a cada dia. Dá orgulho ver um filho comemorando a salada de alface do almoço. E vê-los pedindo para repetir o arroz integral?

A vida está menos doce e gordurosa, mas tem mostrado novos sabores possíveis.

Eu agradeço a cada blogueira, materna ou não, que postou uma receitinha light, que tirou foto na academia às 6 da manhã, que compartilhou opções saudáveis para as lancheiras das crianças, que traduziu os mistérios dos rótulos e valores nutricionais dos produtos comprados nos supermercados e por todas que foram aos pouquinhos me mostrando novos caminhos. A inspiração e a motivação também são sementinhas.

O brinde é a vocês!

Muito obrigada! A família agradece!

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Como lidar: PÁSCOA??

Eu estava planejando uma Páscoa fofinha e com pouco chocolate. Pensei que o Coelhinho (sim, ele existe e passa aqui na nossa casa!!) pudesse trazer uns ovinhos pequenos ou bolachinhas para as crianças decorarem e se divertirem. A idéia era de diversão, não de comilança. Quer dizer, comilança sempre rola, já que um ganha um ovo daqui, outro dali, vai ganhando, vai somando e, de repente, parece que a fábrica do Coelho da Páscoa instalou-se em casa! Não é uma proibição de chocolate, acho inevitável nessa idade dos meus filhos, é apenas uma moderação.

Só que, num domingo qualquer, você precisa de uma coisa ou outra do supermercado e acaba dando um pulinho junto com as crianças. Juro que evito esse “programa” nessa época do ano, quando não se enxerga nada do que realmente precisa, mas apenas os papéis coloridos e brilhantes dos ovos de Páscoa. Nessas horas é difícil até fazer um filho andar em linha reta e olhando pra frente, eles saem feito baratas-tontas olhando praquele monte de ovo pendurado no teto.

Saí vitoriosa do supermercado, comprei exatamente e apenas o que estava na minha lista, porém voltei com uma lista de pedidos para o Coelhinho… Logicamente, os pedidos tratam de ovos de chocolate de qualidade mediana (acho que tô sendo boazinha) e que vêm com brinquedos de qualidade abaixo da crítica.

Novamente, eu queria uma Páscoa com chocolate gostoso, de qualidade e com diversão em família para uma data que nos é importante.

Mas daí, penso na vontade e no desejo das crianças, na possibilidade de ceder a um apelo que geralmente não cedemos e… fico na dúvida! Como lidar?

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RESULTADO SORTEIO CASINHA DO HEITOR

É uma verdadeira alegria anunciar o resultado de um sorteio de algo tão bacana como a Casinha do Heitor. Foi um sucesso, gente! Por outro lado, tanta gente participou, foram 168 inscrições válidas, fiquei muito, muito feliz, mas só posso dar uma Casinha… De qualquer forma, obrigada a todos os participantes e, aqueles que não ganharam, receberam um email com o código de desconto para a compra da Casinha através do site. Prêmio de consolação, ok?!

Vamos lá, sem complicações:

foto(37)foto(38)Parabéns, Daniele Macedo!! Curta e aproveite muito a sua Casinha do Heitor! Você vai receber um email solicitando o seu endereço e receberá em casa o prêmio.

Os outros participantes também receberão um email com o código de desconto para a compra da casinha.

Muito, muito obrigada a todos!

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Amiga Indica: TiTéTiS

Eu sempre achei que enlouqueceria e ficaria pobre, pobre, pobre de tanto comprar roupas para os meus filhos. Além de ter 3 filhos que crescem a cada semana, sempre fui meio “gastona” e “consumista” assumida. Pois não é que a maternidade veio com força total e até arruinou esse meu lado? Quer dizer, é lógico que eu gasto dinheiro comprando roupas para os meus filhos, porém tenho sido extremamente criteriosa e seletiva na hora de comprar.

Entendo que uma roupinha infantil deve ter preço justo e qualidade na medida em que servirão para as crianças. Vale investir em um tênis que será usado diariamente na escola. Ele tem que ter qualidade para aguentar todos os passinhos, pulos e corridas de uma criança. Mas me lembro de precisar comprar uma camisa xadrez para a festa junina da Manu e imaginei que ela não usaria aquela peça muitas outras vezes. Comprei uma baratinha e nem tããããooo boa assim. Mas fiquei satisfeita.

As roupinhas mais arrumadinhas, para festinhas e ocasiões especiais acabam custando mais e acho que investir ou não é uma decisão pessoal da família. Mas o que eu acho complicado mesmo são as roupinhas do dia-a-dia. Tem que ter em boa quantidade. Porém, de tanto serem usadas, rasgam, furam, sujam, mancham e é aí que entra, para mim, a questão da qualidade x preço x tempo de uso.

Recebi de presente da fofa da Lú da TiTéTiS um casaquinho de plush para cada um dos meus filhos. Fiquei encantada com a qualidade, o bom gosto, o carinho e todos os detalhes. E ela me conquistou, afinal tem coisa mais prática e com cara de dia-a-dia do que um casaquinho de plush? Virei fã!! Fora que sou apoiadora master das mães empreendedoras, essa é uma causa que eu abraço mesmo!

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Para quem quiser saber mais, a própria Lú apresenta a TiTéTiS para vocês:

“TiTéTiS é uma confecção de roupas para bebês e crianças, que nasceu em outubro de 2012, mas as roupinhas já eram confeccionadas desde 1989, pela loja de uma grande amiga, mãe e empreendedora. Foi uma longa e feliz gestação, cercada do amor de diversas famílias consumidoras!

O resultado não poderia ser melhor, a TiTéTiS leva adiante um trabalho especial, com todo o afeto com o qual ele foi gerado. A marca ganhou uma nova mãe, novo nome, novas peças, nova forma de comercializar produtos, mas sem perder a qualidade que a fez chegar até aqui.

Nossa filosofia é carinho – presente na idealização dos modelos, na compra de tecidos e aviamentos, na maneira como as costureiras se dedicam ao atelier e, claro, na relação com as mães. Queremos que as consumidoras sintam este carinho, e vistam seus filhos com ele!

As compras são feitas através do site e podem ser enviadas para todo o Brasil. Porque também acreditamos que não tenha nada melhor do que receber carinho em casa…

Produzimos peças em Ribana Algodão e Ribana Poliviscose, além de Cotton, Plush e Moleton. Priorizamos peças básicas, que primam pelo conforto da criança: bodies, luvas, toucas, casacos, camisetas, cacharrel, calças, pantufas – tudo simples e confortável.

Uma curiosidade:

O nome TiTéTiS nasceu de um apelido carinhoso usado entre eu, meu marido, e minha filha. Todos “chicletes” uns com os outros, todos “titétis”. Quem tem filhos sabe: desde quando o bebê está na barriga, o carinho impera na rotina deliciosa do lar! A família passa a fazer tudo de uma forma muito mais delicada e afetuosa, a começar pela escolha do enxoval. É esse carinho que desejamos às crianças que vestem as peças da TiTéTiS sintam na pele; usando roupas básicas, práticas, lindas e confortáveis – confeccionadas para representar o colo de mãe! Acreditamos em um ‘vestir com carinho’! De verdade.”

Manuela, Joaquim e Pedro: charmosos e quentinhos de TiTéTiS:

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Esse post não é um publieditorial, é um “amiga indica”, ok?! Quem gostou pode conhecer a fanpage no Facebook e o blog da TiTéTiS.

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Os HDs

Semana passada houve uma pane no meu carro bem na hora de levar as crianças para a escola. Ele não ligava. Chamei um táxi e resolvi a questão crianças. Na volta, chamei o seguro e resolvi a questão carro. Vejam só: o carro não ligava, pois havia sido estacionado e desligado na marcha D (drive). O correto é na P (park). O moço da seguradora identificou e resolveu o problema em menos de 1 minuto. Fiquei com vergonha, pedi desculpas e agradeci muitíssimo.

No dia anterior, escovei os dentes da minha filha com Hipoglós e ela deu um escândalo como há muito tempo não se via.

Não sei dizer exatamente os tipos sanguíneos dos meus filhos. Sei que um deles tem o sangue idêntico ao meu, o outro idêntico ao do Maridinho e o de um deles é completamente diferente, inclusive, Rh negativo.

Na última doença que nos acometeu (4/5 da família doentes!), precisei botar todo mundo na balança para me certificar do peso e poder dar a dose certa de remédio. Nem perguntem altura dos meus filhos, não sei! Na ficha da escola da Manu, por exemplo, eu tinha colocado 96 cm de altura e, logo em seguida, constatei que ela tinha 1,05m! Como isso foi há quase um ano e meio e a menina não para de crescer, imagino que já tenha uns…?? Sei lá!

Tamanhos dos pés? Melhor olhar na sola do sapato em uso, de preferência o que vai e volta todos os dias da escola, para saber, pois eu não sei responder.

Preciso me concentrar muito para falar a placa do meu carro quando o deixo com um manobrista. Raciocínio longo e profundo. Calcular o dia do rodízio exige fórmulas matemáticas complexas, que eu, obviamente, não sei de cabeça (obrigada, Google, pela existência!).

Datas de aniversários e telefones importantes? Tudo guardadinho, agendado e programado para apitar e me avisar no celular, assim como todos os meus outros compromissos.

Sou do tipo que confere a lista de supermercado umas 10 vezes antes de passar a compra no caixa, buscando a certeza de ter pegado tudo. Sempre esqueço uns 6 itens e os ovos. Sempre.

Dia do Brinquedo, do livro, da fantasia e da troca de lanche das crianças? Dá para fazer uma pergunta mais fácil? Essa nem o Google me ajuda, gente!

Eu não sei se a culpa é da maternIDADE ou se é pura evolução humana e seleção natural das informações arquivadas no cérebro, no celular, nos documentos importantes e no Google, mas sei que já estive melhor nessa função memória e atenção. Procuro acreditar, com todas as minhas forças, que o imprescindível está preservado e o “descartável” tá mesmo por aí, quem liga?

Mas, na medida em que eu envelheço amadureço e evoluo como ser-humano-mãe, os meus filhos seguem os seus passos como mini-seres-humanos-crianças-pessoinhas. Todos os dias, logo após o “bom dia”, já perguntam:

- Mamãe, que dia da semana é hoje?

Eu digo o dia e eles já me passam o cronograma, se tem clube, natação, judô, ginástica olímpica, aula de inglês, fono, dia do brinquedo, do livro, da troca de lanche e etc.

O nome disso é HD externo, gadgetzinho indispensável para a (minha!) atualidade.

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AMIGA INDICA: CRIS CURY

Eu sou alucinada por fotos e porta-retratos, vivo acrescentando um ou outro, troco fotos de acordo com a idade das crianças, faço álbuns e adoro presentear pessoas queridas com fotos também. Não é nada fácil manter tudo atualizado e organizado, mas me esforço ao máximo, pois amo de paixão todos esses registros. Sou daquelas que admira as fotos, vejo e revejo álbuns, uma delícia!

No final do ano passado, na maior dúvida sobre um presente de Natal para a minha mãe, pensei um monte e quis dar uma coisa que eu tinha certeza de que seria um sucesso: álbum de fotos das crianças! Optei por um álbum bem bacana – tipo fotolivro, sabem? -  e que contasse a história de vida das crianças.

Para essa missão, chamei a Cris Cury, a nossa querida Cris. Ela tem a maior experiência em estúdios fotográficos e agora trabalha com diagramação de álbuns e tratamento de imagens. Além de ser um super talento, ela AMA crianças, então o trabalho da Cris é feito com um carinho muito especial.

O procedimento foi simples: enviei as fotos escolhidas por mim, ela tratou, diagramou e me mandou as provas em pdf. Fiz algumas mudanças, aprovei e recebi em casa o álbum mais lindo do mundo, que foi realmente um presentão para a minha mãe! O álbum é daquele tipo que a gente pode exibir na mesa de centro da sala, sabe?! Fica lindo, todo mundo quer ver e fica babando depois de tanta fofura e lindeza vistas nas páginas! Vejam só o resultado:

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Eu amei e fiquei tão satisfeita que encomendei mais um álbum recentemente. Queria um registro especial da nossa viagem para a Disney. A viagem foi tão incrível que merecia um álbum à altura. O procedimento foi o mesmo e o resultado me surpreendeu! O álbum está na nossa mesa de centro e vive passando pelas mãos de quem vem nos visitar, sucesso absoluto! Vejam só:

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Seguinte: esse post não é um publieditorial, é dica de amiga, recomendo muitíssimo a Cris!

Para quem se interessar:

logo 1Cris Cury

Telefone: 999394089

Email: cristiana.cury@gmail.com

 

 

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O feedback do cachorro e a outra campanha

Eu jamais imaginaria que um post sobre a possibilidade de dar um cachorrinho para as crianças repercutiria tanto. Agradeço imensamente por todos os comentários, as dicas e a ajuda em geral. Vocês são o máximo! E me sinto na obrigação de dar um feedback sobre esse assunto.

Na data da publicação do post, Maridinho estava viajando a trabalho, passou 3 dias fora e, quando voltou, além de ter que matar as saudades, tinha um mooonte de comentários para ler. Muito se falou na companhia que os cachorros fazem, no carinho e na relação que estabelecem com as crianças. Tudo lindo, mas, na maioria das vezes, vinha o tal “porém”: “olha, cachorro dá muito trabalho e etc.”. E foi a isso que ele se ateve e comentou comigo:

- Você viu só o que todo mundo disse? De como os cachorros dão trabalho, apesar de todo o resto.

Até ouvi uma conversa entre ele e a Manu:

- Papai, porque você não deixa a gente ter um cachorrinho?

O cara foi categórico e não se sensibilizou:

- Filha, o que você prefere ter em casa: um cachorro ou o Papai?

Ela escolheu o pai e a conversa terminou por aí.

Mas, não pensem vocês que ele é um cara insensível, nada disso. O detalhe que eu não mencionei é que ele tem feito uma campanha nada secreta para o nosso quarto filho. Incrível a sintonia do casal: um quer cachorro, o outro quer filho…

Não pensem vocês também que ele tem algum problema mais comprometedor. Ele nunca foi reprovado nos psicotécnicos da vida, avaliações psiquiátricas ou psicológicas. Maridinho é apenas uma pessoa que gosta de trabalhar nos limites dos nossos recursos estruturais, financeiros, físicos, emocionais e nasceu para ver o fenômeno da multiplicação dos pães do amor. Bonito isso, né?! Mais bonito seria se eu não tivesse aposentado as minhas lentes cor-de-rosa da maternidade, ou se as usasse com mais frequência, para ser sincera.

A maternidade é linda e às vezes cor-de-rosa, tudo aquilo que a gente vê e dá o “like” de coraçãozinho no Instagram (@camiladuartegarcia). Porém, … melhor nem começar com o porém, não acham?

Eu tenho uma vontade absurda de completar a família com mais um filho, mas, mas, mas…

A verdade é que eu custei a chegar até onde cheguei hoje com as crianças. As idades tão próximas quase me enlouqueceram no início, mas hoje enxergo isso como uma grande vantagem: interesses e atividades semelhantes. Isso me livra da culpa de ter que me “dividir” em três, assim como a atenção partida e cronometrada, pois é possível fazer tudo com os 3 ao mesmo tempo. Pode parecer bobagem, mas não tem preço. E a gente sabe que um bebezinho chegaria para “desestruturar” tudo isso (desculpa por falar assim, babyzinho!).

Nada contra a desestruturação que os bebês causam, pois eu sei o valor de um sorriso banguela e careca, mas como ficariam Manu, Joaquim e Pedro diante de uma mãe com um bebê? Eu me sinto exatamente com as mesmas aflições de uma mãe na dúvida entre ter ou não o segundo filho.

As crianças sabem de todos os nossos projetos e campanhas. Se eles querem um cachorro? “Sim! Sim! Oba! A gente quer! Pode ser hoje?”. E sobre um irmãozinho/irmãzinha, a resposta é um reticente, quase inaudível “sim…” de nariz torcido.

E eu vou vivendo assim, em cima do muro e agarrada à pureza da resposta das crianças.

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Adeus

Foi o Maridinho quem me ligou na terça-feira de manhã, véspera do feriado do Dia do Trabalho, para me dar a notícia:

- Cá, tenho uma notícia muito, muito triste para te dar: o Pepê morreu!

Segurei o choro, pois estava na frente das crianças e, por motivos de (super)proteção, não quis que eles me vissem chorando pela morte do meu ginecologista/obstetra.

*****

O Pepê me ajudou a trazer ao mundo os meus 3 filhos, as criaturinhas mais amadas da minha vida. Também salvou a minha própria vida depois da cesárea dos meninos. Me deu uma bronca quando o agradeci por ter passado o sábado ao meu lado e cuidando de mim com preocupação nítida e ternura de avô:

- Não me agradeça por isso, Camila.

*****

Eu sabia que ele estava bastante doente e, na última ocasião em que estive no seu consultório, há exatos 6 meses, pude constatar de perto. (A verdade é que a consulta poderia fazer mais tempo, visto que a secretária dele desmarcou e reagendou a minha consulta por “motivos pessoais do doutor”.)

Nas inúmeras vezes em que estive no seu consultório, ele costumava abrir a porta da sua sala para me chamar na sala de espera. Me via lá, sentada, lendo uma revista e sem nem falar “oi”, já perguntava:

- E aí, tá grávida?

Eu dava um sorrisinho, levantava e ele comentava:

- Imagino que não, tá magrinha, mas pode ficar melhor se fizer ginástica.

Ele era assim, direto e com direito às piadas internas.

Há 6 meses, foi tudo diferente. Nada de piadas. Ele me chamou e eu notei o quanto ele havia envelhecido em tão pouco tempo. Entrei na sala e perguntei como ele estava.

- Tô fudido, Camila, bem fudido.

Novamente, ele era assim. Falava palavrões à vontade durante as consultas e não vestia branco. Isso me agradava. Diz a lenda que, há mais de 30 anos, quando ele chegou na maternidade para fazer o parto do meu próprio marido (!!!), o avô do Maridinho quase teve uma síncope e quis proibir aquele “médico hippie de cabelo comprido e que chegou de jaqueta de couro numa moto” de fazer o parto do primeiro neto dele.

A nossa história com o Pepê é bem antiga, o que só reforça a sensação de ternura de avô que eu tinha na presença dele. Raramente atrasava uma consulta e sempre reservava uns bons minutos para perguntar da família inteira, para falar sobre vinhos, restaurantes, viagens e o tão amado Palmeiras. Por pura provocação ao meu marido são-paulino roxo, deixava sempre separado o aventalzinho verde para o momento em que iria me examinar.

- Vai lá, põe o avental do Palmeiras e volta para o exame.

Eram 3 degraus da sala de exame para o banheiro onde eu me trocava e havia uma placa com os dizeres “CUIDADO COM OS DEGRAUS”. Além de eu saber ler a placa e conhecer aquelas salas todas com total familiaridade, o Pepê nunca deixou de me alertar para os 3 degrauzinhos.

Ele me lembrava em todas as consultas que “gravidez não é doença, mas não aceita desaforo”. Não fazia milagres contras os meus enjoos e nem receitava medicamentos, só falava que era importante e necessário que eu me alimentasse a cada 2 ou 3 horas. Eu fazia isso, continuava enjoada e tomava bronca todas as vezes que subia na balança.

O Pepê sempre resolveu todas as minhas dúvidas e ia além da resposta pela resposta: ele desenhava! O receituário dele era daqueles grandões, tipo folha sulfite mesmo, para que pudesse me explicar as coisas através dos desenhos. Uma vez, me deu uma aula sobre os possíveis tipos sanguíneos dos meus filhos pela combinação do meu tipo e o do Maridinho. Tudo o que eu não aprendi nas aulas de Biologia do 1º. colegial, o Pepê desenhou pra mim durante uma consulta. Eu saia das consultas lotada de papéis: pedidos de exames, desenhos e recomendações como ir ao cinema, ao restaurante X e, é claro, acompanhar os jogos do Palmeiras.

Só que agora, tudo isso se foi. Uma pessoa querida e atenciosa, um profissional extremamente competente e uma parte da minha história como mãe. É estranho sentir tudo isso, sentir tamanha tristeza pela morte do obstetra/ginecologista, mas é exatamente assim que a situação se configurou pra mim. Uma pessoa que teve parte importante e significativa na minha vida, partiu.

Tenha a certeza do meu carinho, da minha admiração e descanse em paz, Pepê!

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CASINHA DO HEITOR

Já faz tempo desde o meu último sorteio por aqui, mas esse aqui eu não resisti, é imperdível! Vocês conhecem a Casinha do Heitor? É uma casinha de brinquedo feita toda de papelão e que permite milhares de brincadeiras e atividades. É uma iniciativa de um casal de amigos queridos, o projeto foi todo idealizado, desenvolvido e produzido por eles. Sou fã orgulhosa e deixo que a Ana Paula e o Fábio apresentem em suas próprias palavras e imagens a Casinha do Heitor. Acompanhem em seguida as regras para participar do sorteio.

Casinha do Heitor, um brinquedo que possibilita inúmeras explorações!

      580904_238545156270865_1269543329_nEssa é uma casa muito engraçada! E olha que ela tem teto, dá para entrar, pintar… É feita em papelão, material totalmente reciclável, projetada para ser montada, transportada e guardada com facilidade. Sua estrutura permite que as crianças sejam ativas e autônomas para encaixar, desencaixar peças e brincar de diversas formas. Desmontada, ela fica parecida com um envelope e pode ser guardada em um armário, atrás do sofá, embaixo da cama… Ideal para quem não tem tanto espaço, mas busca oferecer aos pequenos brinquedos interessantes!

Você já notou que a maioria dos brinquedos produzidos para crianças são feitos de plástico ou de material sintético?

Os brinquedos de plástico oferecem poucas experiências sensoriais e exploratórias, já que possuem sempre o mesmo cheiro, textura, resistência e temperatura. Não podemos nos esquecer de que para os pequenos o toque e as atividades exploratórias realizadas com o corpo todo são tão importantes quanto a visão.

Você já deve ter dado um presente incrível para uma criança e ter ficado frustrado ao ver que ela se encantou pela caixa, não é casa pintada Pedromesmo? O fato é que elas gostam muito de brincar com esses materiais chamados não-estruturados, que dão a possibilidade de diversas explorações. Diferentemente de uma boneca ou carrinho, que convidam a brincar de determinada forma, os materiais não-estruturados incitam explorações mais variadas. Apesar de ter o formato de uma casinha, esse material pode ser usado com ou sem o teto, funcionar como uma escolinha, hospital, cabeleireiro, biblioteca, um espaço para guardar os brinquedos favoritos, para brincar de esconder e achar… Pode ser pintada, desenhada, receber colagens, fotos, tecidos, ou seja, ficar a cara de seu dono!

Algo que também costuma chamar a atenção é o hábito de as crianças se esconderem em pequenos espaços, como caixas e armários. Isso acontece porque eles têm a necessidade de brincar sozinhos ou com poucos amigos com mais privacidade. Para quem está começando a se relacionar, as interações podem ser cansativas e é importante ter um espaço onde se possa estar mais recolhido. Portanto, a Casinha do Heitor contempla essas necessidades infantis: a possibilidade de ter um material que proporcione explorações diversas e a oportunidade de recolher-se e ficar em privacidade ou brincando em pequenos grupos. Ao mesmo tempo, os responsáveis podem dar uma espiadinha através de suas janelas!

casinha cortinaFaça um kit com alguns materiais para deixar a Casinha ainda mais bonita: giz de cera, giz pastel, canetinha, guache, durex colorido, adesivos, retalhos, fitas de cetim, papel celofane, fotos da criança, de imagens interessantes e etc. É possível fazer cortinas de pano ou cetim, quadros com fotos ou desenhos para a área interna, transparências nas janelas com papel celofane – para ver o mundo mais colorido! – , produzir uma casa toda colorida com diferentes técnicas e temas, uma mais conservadora ou igualzinha a casa em que se mora de verdade. Não é necessário fazer tudo isso em dia só! O processo é uma grande brincadeira, tão boa quanto brincar na casinha. Não se esqueça de que adultos e crianças podem participar! É só soltar a imaginação!

Ah, você pode estar se perguntando: por que esse nome Casinha do Heitor? É uma alusão à história dos Três Porquinhos. O Heitor foi aquele que construiu a casinha de madeira. Esta aí, uma boa dica para começar a brincadeira!                                                  

Visite-nos no Facebook, na página da Aroeira Brinquedos Educativos , no nosso site ou entre em contato através do telefone 97438-4741.

Um bom divertimento a todos!

Fabio e Ana Paula Argolo

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Não é o máximo essa Casinha? Quem não quer uma? Portanto, sorteio valendo uma Casinha do Heitor no ar. Basta preencher o formulário abaixo e torcer bastante. (Caso o formulário “resolva” não aparecer, é só deixar um comentário nesse post com o nome completo, o email e a cidade). O resultado será publicado aqui no blog e todos os participantes do sorteio receberão um cupom de desconto para a compra de uma Casinha através do site.

Boa sorte!

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Permanent Link to "> A HISTÓRIA DA ESTRELINHA E AS OUTRAS HISTÓRIAS

Foi na saída da escola, em uma sexta feira, em que fui buscar a Manu e encontrei a minha filha chorando. Ela voltou aos prantos no carro me contando que o Edson pegou um microfone e avisou que estava indo embora do colégio e queria se despedir das crianças.

O Edson era o porteiro da escola, daquelas figuras carismáticas, sempre bem humorado, simpático e sorridente. Aparentemente, nada abalava o seu humor e eu era obrigada a abrir a janela do carro diariamente, na hora da entrada e da saída para que a Manu pudesse cumprimentá-lo.

Ela passou o fim de semana fazendo cartões de despedida para ele e me pediu para tirar uma foto de recordação.

Na segunda feira seguinte, o dia da entrega dos cartões e da foto, chegamos no portão da escola e nada do Edson. Havia uma caricatura dele lá, um ser que jamais conseguiria adquirir o carisma e a simpatia dele. Ainda assim, ele esforçava-se em acenar para as crianças que chegavam.
A decepção foi instantânea e os cartões continuam guardados em casa, “vai que um dia o encontramos por aí“, disse uma Manu triste.

Soube que ele voltou para a sua cidade natal, que sentia falta da família. Posso imaginar! Bom pra ele, de  coração!

Algumas semanas depois, em outra sexta feira, novamente na hora da saída da Manu, vou buscá-la e a encontro chorando. Ela volta também aos prantos no carro me contando que a Florzinha, a vaquinha da fazendinha da escola está muito grande e vai embora para uma fazenda maior e mais espaçosa. Manuela entendeu exatamente o motivo, pôde alimentar a Florzinha uma última vez e despediu-se dela. Mas estava claramente inconformada!

Quando estacionei o carro na garagem, falei para ela pular para o banco da frente ao meu lado. Ofereci uma balinha, daquelas que a gente guarda para as situações de emergência (como essa!) afinal, açúcar cai bem nessas horas. Permiti que ela escolhesse uma música no meu ipod para ouvirmos juntas. Ela foi de Jason Mraz, essa linda aqui. Achei a escolha bem apropriada, apesar de nunca ter prestado muita atenção à letra, mas só de ouvir a frase “you can always come back home” a sensação é do mais puro acolhimento.

Era só isso o que eu poderia fazer pela minha filha: acolhê-la.

Não havia o que fazer para mudar os destinos ou decisões do Edson e do Florzinha.

*****

Além daqueles assuntos “como são feitos os bebês?” e “como eu fui parar na sua barriga?”, sempre imaginei que falar sobre morte com as crianças seria a conversa mais difícil que eu poderia enfrentar como mãe. Mas depois dessas experiências, percebo que contar a história de alguém querido que virou uma estrelinha e foi morar no céu junto com o Papai do céu nos oferece uma direção mais clara para olhar na hora da saudade.

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Canja de galinha não faz mal a ninguém

Nessa segunda-feira, o grande dia da volta às aulas (a mãe que não comemorou que atire a primeira pedra!), o despertador tocou e eu xinguei feio. Afinal, tinha motivos: o barulhinho irritante interrompeu um sonho incrível em que eu estava entregue aos cuidados e mimos de um cabeleireiro caro, fresco e high tech (interpretações são desnecessárias aqui).

Ju-ro que não estou me queixando das férias, não. A verdade é que os últimos meses por aqui foram meio atribulados. Aliás, gostaria de saber quando é que a vida de uma mãe não é atribulada. Acampamento? Internato? Intercâmbio?

Enfim, começou no feriado de primeiro de Maio e não deu sossego até quase agora. Apostei nas férias, em um lugar com ar puro, comidinha mais fresquinha e natural, mas… nada!!! As crianças engataram uma doença na outra… desde Maio!

A indústria farmacêutica tá felizona comigo, foram litros de anti-térmico, anti-alérgico, remédios para o nariz, para enjôo, pomadas mil e até antibiótico. Eu chego na farmácia da esquina, onde sou cliente VIP, e recebo olhares de pena dos funcionários. Eles já devem saber os dados dos meus filhos de cabeça: nome, idade e peso para preencher as receitas médicas mais hardcore. O próximo passo é vender antibiótico sem receita e sem desconfiança, afinal sou uma mãe de 3 filhos que compartilham vírus e bactérias non-stop!

Já culpei a vacina da gripe e a sua não confirmada cientificamente reação. Já investi em fitoterápicos. Assim como em vitaminas. Agora vou apelar para o Papa Francisco, que ele sim é bom milagres!!

Tem gente que acha que o inverno deixa as pessoas mais elegantes. Eu discordo. Acho de uma deselegância sem tamanho ficar em ambientes fechados, com temperaturas baixíssimas, compartilhando doença. Como é que a gente cumpre aquela famosa recomendação dos ambientes arejados???

Como se não bastasse tudo isso, perdi toda a minha dignidade tirando carrapato da família inteira após um passeio a cavalo em um hotel fazenda. Família inteira, gente! Arrancando carrapato de lugares impublicáveis nesse blog de família. Se escapava um, ele já saía botando ovo e se multiplicando. Entendi na pele o conceito de praga. E de filho criado nos moldes urbanos:

- Olha, Mamãe, achei um tatu-bola no tapete da nossa sala!

- Larga isso, Joaquim, é um carrapato gigante!

Enquanto um confunde tatu-bola com carrapato, tem um outro que me avisa quando está com febre.

- Mamãe, a minha testa tá quente.

Termômetro velho de guerra apitou nos 38 graus. Obrigada pela ajuda, Pedro.

E assim foi. Ou tem sido? Não passei um dia sem dar um beijinho disfarçado na testa dos meus filhos a fim de conferir a temperatura deles para então confirmar com o termômetro que, aliás, é um sobrevivente dessa época sombria. Aguentou firme, forte e trabalhou mais do que a minha máquina de lavar roupa!

*****

Mas e com vocês, tudo bem?

Um segundo semestre cheio de saúde para todos nós!

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